domingo, 20 de setembro de 2009

Cobertura: No Ar Coquetel Molotov 2009, 2° dia.


Festival No Ar Coquetel Molotov 2009, segunda e última noite. Antes de mais nada, esqueci ontem de falar do espaço mais legal do Festival, o home-studio Móvel Das Cavernas. A novidade foi montada no hall do Centro de Convenções e lá as pessoas podiam gravar 3 minutos de qualquer música, montando sua banda com os amigos ou com quem estivesse ali disposto a entrar na brincadeira, tudo isso grátis.
A primeira atração do Auditório Tabocas foi o jovem cantou francês François Virot, com voz, violão e muita simpatia. O show trouxe algumas boas músicas e baladas legais, mas, com o passar do tempo, a apresentação foi ficando repetitiva.
A Radistae faz sua estreia com pé direito. Banda formada por grandes músicos conhecidos da cena pernambucana, apresentou o surf music bem executado, bem trabalhado, influenciado pelo clima praiano de Olinda e Recife. Para abrilhantar ainda mais aquele momento, houve a participação de um trio de metais, formado por convidados especiais, Spok, no sax; Fabinho Costa, no Trompete e um integrante da Trombonada, cujo nome não lembro agora. Estreia melhor impossivél.
Outra pernambucana a subir ao palco do Auditório Tabocas foi Sweet Fanny Adams, que rodou muito pelos festivais independentes do Brasil, mas, como eles mesmos falaram, faltava tocar no Coquetel Molotov. O show trouxe os rock’s registrados nos dois EP’s da banda , lançados pelo Bazuka Discos, além de uma canção nova, que, segundo eles, entrará no próximo disco.
A última atração do Auditório Tabocas e última francesa do Coquetel Molotov deste ano foi a Zombie Zombie. No palco, a dupla francesa colocou a plateia para dançar até o fim da apresentação ao som de baladas eletrônicas instrumentais.
Infelizmente não deu para conferir a primeira atração do Teatro Guararapes, o pernambucano Jr. Black.
Confesso que a São Paulo Underground era uma das atrações que eu mais queria assistir nesta segunda noite de Coquetel. E o quarteto paulista não me decepcionou, apresentou um instrumental de altíssimo nível, cheio de improvisos e que soava muito bem aos ouvidos. Foi bastante, e merecidamente, aplaudida pelo público.
Logo em seguida, foi a vez da última banda do projeto Invasão Sueca deste ano entrar no palco. A Loney, Dear (Emil Svanängen, seu nome verdadeiro) mostrou um pop envolvente, que levantou o público e interagiu muito bem com ele. Acho que foi a melhor banda sueca que passou pelos palcos do Molotov neste ano.
Eis que chegou a vez do show mais aguardado da noite, Lô Borges e Milton Nascimento. A atração lotou o teatro Guararapes com gente de todas as idades, da garotada, que ainda nem tinha nascido quando o disco Clube da Esquina foi lançado, em 1972, à velha-guarda, que foi para relembrar o passado e matar a saudade do Clube.
O show teve início com Lô Borges cantando seus sucessos da época Clube da Esquina, como Feira Mordena e Trem azul, além de outras parcerias, como Dois Rios (feita junto com Samuel Rosa, do Skank, e Nando Reis).
Lô Borges então manda o público chamar por Bituca (apelido carinhoso de Milton Nascimento), até que ele entra diante de muitos aplausos. Juntos, apresentaram canções, como Clube da esquina N° 1 e Um Girassol da cor do seu cabelo. Os dois conversaram bastante e contaram muitas histórias. Uma apresentação muito bonita e encantadora.

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