sábado, 16 de outubro de 2010

Cobertura - Los Hermanos no Recife



“Recife é inacreditável”, disse Marcelo Camelo, logo no início do show. Uma multidão lotou o Centro de Convenções de Pernambuco nesta sexta (15) para assistir “à volta” dos Los Hermanos, se é que pode se considerar uma volta. Inacreditável mesmo é a força que a banda tem de conseguir manter seu público fiel, e de renová-lo, mesmo sem apresentar novidade há um bom tempo. 
Cerca de 17 mil pessoas compareceram ao evento Bis Apresenta Los Hermanos e, afinadíssimas, cantaram junto com o grupo todas as canções em uníssono; coisa que nem os problemas técnicos conseguiram atrapalhar. Houve momentos em que o som parou no meio da música, mas o público continuava cantando, como se nada tivesse acontecido.
                                           17 mil vozes cantam junto com Los Hermanos

O Los Hermanos provou que o romance com o Recife ainda continua forte e só faz crescer. A separação só fez aumentar a vontade de querer vê-los.  O “amor” é recíproco. Performáticos, como sempre, era clara a satisfação dos integrantes em tocar para os recifenses. De lá de cima (o agradável e disputado camarote do Espaço Bis), foi bonito de ver o Centro de Convenções lotado, como eu nunca tinha visto antes, e o público interagindo a todo o momento. O amor é compreensível. Se os hermanos estavam longe da sua melhor fase por ficarem tanto tempo fora dos palcos, os fãs entenderam a situação e ajudaram carinhosamente a tornar esse momento especial para ambos os lados. No repertório, canções como O Vencedor, Último Romance, Pierrot (com direito ao frevo “Vassourinhas” na introdução), Paquetá e A Flor – esta última, responsável pela catarse da noite.
O lugar escolhido para matar a saudade não poderia ser melhor, já que foi no Centro de Convenções que o grupo fez sua primeira apresentação na cidade e teve o seu primeiro grande show, durante o Abril Pro Rock de 99, onde tocaram ainda no palco pequeno. Definitivamente, Recife faz parte da trajetória da banda.
Uma coisa é certa, a grande maioria que estava lá não foi assistir ao lançamento do “5” e nem achava que iria encontrar uma apresentação surpreendente. O sentimento, antes de qualquer coisa, era de saudade e vontade de (re) vê-los, não de racionalizar e julgar a apresentação. E a noite de ontem correspondeu à expectativa desses fãs fiéis, saudosos e renovados.

Por: Tarcísio Camêlo
Fotos: Flickr Bis e Los Hermanos

6 comentários:

Wagner Bezerra Pontes disse...

gostei do texto.. =D pena que não pude ir.. =/

emily! disse...

foi muuuuuuuuuito bom *-*

Alice disse...

"a grande maioria que estava lá não achava que iria encontrar uma apresentação surpreendente. O sentimento, antes de qualquer coisa, era de saudade e vontade de revê-los, não de racionalizar e julgar a apresentação."
É exatamente isso. O show que vi da turnê de lançamento do Quatro foi excepcional. Esse de agora... foi bom. Valeu a pena. =)

lila disse...

foi lindo, lindo, lindo; a materialização do amor.

Raíza Hanna disse...

Se transformou tudo e todos em um coração só.

Nelson disse...

Espero que não seja o “Último Romance”