domingo, 18 de abril de 2010

Cobertura: Abril Pro Rock 2010 - 2º noite

Foto de Beto Figueiroa


As atrações da segunda noite do Abril Pro Rock 2010 provaram que a produção acertou na programação. É verdade que o festival não leva mais tanta gente como antigamente, mas o que esperar de uma cidade que praticamente não tem seu público “roqueiro” renovado por não ter nenhuma rádio especialista no gênero?

O dia mais pop do APR começou com um público tímido, que enfrentou a chuva que caía sobre Recife, mas teve a recompensa de assistir a um bom início de noite no Centro de Convenções. A primeira a banda a subir ao palco foi a pernambucana Anjo Gabriel com seu rock progressivo instrumental de timbres poderosos, deixando as poucas pessoas que chegaram cedo para prestigiá-los bem concentradas na sua sonoridade. Já a Mini Box Lunar, do Amapá, mandou algumas baladas psicodélicas dançantes e agradou aos presentes.

O público ia aumentando aos poucos durante as apresentações de Plástico Lunar, Bugs e Zeca Viana. Os sergipanos da Plástico Lunar fizeram uma boa apresentação com rock’n roll e blues, que funcionaram bem no palco. A banda Bugs, do Rio Grande do Norte, trouxe um rock de pegadas fortes e bem sinceras. Já o pernambucano Zeca Viana mandou suas baladas pops, com sua nova formação (duas guitarras, baixo, bateria, teclado e flauta transversal), e se mostrou bem mais maduro em seu projeto solo.

A Vendo 147 fez o melhor show da noite, entre as atrações consideradas pequenas, e contou com público pouco mais numeroso para assisti-los. Duas baterias se juntaram ao peso das distorções de guitarra e aos graves do baixo, formando uma sonoridade bem expressiva. Ótima apresentação dos baianos, que foram bastante aplaudidos pela plateia.

A maratona de shows do sábado contou com duas bandas que hoje podem ser facilmente esquecidas pela participação no festival, pois não acrescentaram à programação. A Nevilton, do Paraná, que trouxe um rock meio infanto-juvenil, e a cearense Plastic Noir, que não empolgou muito, pelo menos a mim.

No meio das duas atrações, a veterana The River Raid (PE) agradou ao público com sua apresentação recheada de rock’n roll e riffs robustos. Destaque para o ótimo videoclipe de stop motion exibido no telão.

Wado entra no palco com Tarja Preta e de cara já coloca a plateia para sambar. O músico já é conhecido do público recifense e já passou diversas vezes por aqui, então foi só tocar um repertório com canções de sua discografia, que vão de samba ao funk, adequando ao pouco tempo de apresentação disponível para ele. Suficiente para o Abril Pro Rock cair no swing e cantar junto músicas como “Uma Raiz, Uma Flor”, “Rap Guerra no Iraque”, “Alguma Coisa Mais pra Frente” e “Se Vacilar o Jacaré Abraça”.

Em seguida, entrou em cena uma das atrações mais esperada da noite, a 3 Na Massa, acompanhada de suas sedutoras. O último show da turnê do primeiro CD (Confraria das Sedutoras) mostrou o sucesso que a banda faz com suas canções refinadas e bem arranjadas, contando com o coro do grande público e sendo bastante aplaudida. No palco, se dividiram no vocal as cantoras Marina de La Riva, Nina Becker, Lurdez da Luz e Karine Carvalho, além da exibição dos videoclipes com as performances de Leandra Leal, Simone Spoladore e Alice Braga. Nem precisa dizer que o show do 3 Na Massa foi excelente porque, com esse time, só podia ser mesmo.

Instituo Mexicano Del Sonido, que já tinha tocado na quinta-feira no APR Club (Recife Antigo), levantou o público com muito grave do baixo, bateria e aparelhagem. O projeto de Camilo Lara colocou o público do Abril Pro Rock pra dançar ao som de músicas dos anos setenta e oitenta misturadas à música eletrônica.

Depois de um show cancelado no Abril Pro Rock e outro no Recbeat, Afrika Bambaataa finalmente se apresentou no estado. Diante de tantos cancelamentos, a expectativa era grande em cima dele e sua popularidade mostrou por que é conhecido como rei dos DJ’s. No repertório, clássicos da música eletrônica, além de surpresas, como o funk “Tá dominado”. A duração do show foi pequena em relação à expectativa que se formou em cima da atração.

Para encerrar a programação do Abril Pro Rock 2010, foi escalada uma banda que faz parte da história do festival, os mineiros do Pato Fu (foto). Tocando pela quarta vez no APR, se mostraram uma das melhores bandas do Brasil em atividade, com clássicos na ponta da língua de todos. Sem tocar no evento desde 2002, incluíram no repertório a música “Rotomusic de Liquidificapum” (primeiro álbum da banda), que não tocavam há muito tempo, para presentear os roqueiros da nova geração que foram ao festival. Pato Fu encerrou a décima oitava edição do festival com uma apresentação realmente digna de Abril Pro Rock.

5 comentários:

Balaio Furado disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Balaio Furado disse...

Há controversas...

lila disse...

Wadooooooooooooooooo! o/

Foi tudo lindo mermo. =)

亞Morgan Le Fay亞 (Suenya) disse...

"cearense Plastic Noir, que não empolgou muito, pelo menos a mim."
>Tem certeza que viram a banda tocar? Porque o nome está errado, é PlastiQUE Noir(Plástico negro)... Infelizmente o público pós punk em Recife é um fracasso e não sabem apreciar uma boa banda... O rock se resumiu em metal. Infelizmente!! EU amei a banda, e digo por conhecer de música independente e não só midiática como costumam venerar algumas redes de comunicação.
Abçs

michel disse...

também achei a PLÁSTICO NEGRO muito fraquinha.

Pato Fu foi do caralho, ótima apresentação.