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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Cobertura do quarto dia do Festival MIMO 2013

O último dia do Festival MIMO 2013 contou com os concertos de Carlos Malta e da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, além das exibições dos filmes Cartola, de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda, Jaçanã e o Adoniran, de Rogério Nunes, e Olho Nu, de Joel Pizzini.

O público lotou o Convento de São Francisco, em Olinda, com gente ficando até do lado de fora e enfrentado a chuva só para assistir a apresentação do flautista e saxofonista Carlos Malta, que apresentou o concerto “Saravá! Tributo a Baden & Vinicius”.

A responsabilidade de encerrar a décima edição do Festival MIMO ficou por conta da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa sob a regência de Isaac Karabtchevsky, na Praça do Carmo. No concerto, foram executadas obras de Heitor Villa-Lobos, Marlos Nobre, Guiseppe Verdi, Richard Wagner e Igor Stravinski. Isaac ainda convidou o público para subir no palco e participar de uma “aula” de regência e colocou os participantes para reger a orquestra. 

* Foto de Tiago Calazans  retirada do Flickr da MIMO

domingo, 8 de setembro de 2013

Cobertura do terceiro dia do Festival MIMO 2013

O feriado de 07 de setembro era sem dúvida o dia mais esperado da MIMO 2013, a programação do festival trazia nesse dia dois grandes nomes da música brasileira, Jards Macalé e Gilberto Gil, que se apresentaram na Praça do Carmo. Outros concertos abrilhantaram o terceiro dia do MIMO. A programação do sábado começou às 11h com a Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório Pernambucano de Música, na Igreja do Carmo (Olinda). No inicio da noite, no Recife, a Orquestra Sinfônica de Barra Mansa fez apresentação no Teatro de Santa Isabel, e o trombonista carioca Raul de Souza tocou no Seminário de Olinda. Na Igreja da Sé, o acordeonista francês Richard Galliano e o Quinteto da Paraíba fizeram mais uma apresentação para celebrar a boa música com canções que foram do tango a valsa.

Na Praça do Carmo, Jards Macalé (foto) acompanhado pelos jovens músicos da banda Let’s Play That fez o melhor show da noite e um dos melhores do MIMO 2013. Comemorando seus 70 anos, Macalé apresentou ótimas releituras de seus sucessos como “Farinha do Desprezo”, "Revendo Amigos" e “Anjo Exterminado”, além de tocar canções de outros compositores como "Eu só quero um Xodó", de Dominguinhos, e "Que Maravilha", de Jorge Ben Jor.

Encerrando a terceira noite do Festival MIMO, a Orquestra de Sopros da Pro Arte fez uma apresentação em homenagem a Gilberto Gil intitulada Itauçu. O baiano subiu ao palco e cantou junto com a orquestra alguns de seus sucessos como “Expresso 2222” e “Parabolicamará”. O público que esperava um show completo do baiano saiu decepcionado com a sua pequena participação. A apresentação ainda ficou um pouco prejudicada por problemas de ajustes técnicos no som.      

* Foto de Tom Cabral retirada do Flickr da MIMO

sábado, 7 de setembro de 2013

Cobertura do Segundo dia do Festival MIMO 2013

O segundo dia da edição do Festival MIMO 2013 movimentou as ruas, praças e igrejas olindenses com concertos de altíssima qualidade. A programação de ontem (06) contou com as apresentações do Duo Milewski e a cantora Fortuna (Brasil), Osmar Sosa (Cuba), Stefano Bollani (Itália) & Hamilton de Holanda (Brasil), Juliano Holanda (Brasil) e a banda francesa Nouvelle Vague. Nas sessões de cinema, foram exibidos os filmes Marcelo Yuka -  No Caminho das Setas, Jards e Desagradável.

Cheguei na Cidade Alta olindense em tempo de assistir um pouco da apresentação do cubano Osmar de Sosa no Seminário de Olinda e gostei muito do que vi. O pianista apresentou ao público o tributo Kind of Blue, de Miles Davis, unindo a música africana com o jazz.

O pianista italiano Stefano Bollani e o bandolinista brasileiro Hamilton de Holanda se encontraram na Igreja da Sé para celebrar a boa música em ótima apresentação. No repertório, nomes como Pixiguinha, Jacob do Bandolin, Egberto Gismonti, Edu Lobo e Chico Buarque, Baden Powell e Vinicius de Moraes, foram lembrados. A dupla de instrumentistas ainda executaram alguns frevos conhecidos dos olindenses.

Abrindo as atividades na Praça do Carmo na noite de sexta-feira, o Pernambucano Juliano de Holanda (foto) apresentou canções dos seus dois discos, “A arte de ser invisível” e “Para saber ser a nuvem de cimento quando o céu for de concreto”, lançando recentemente. No palco, o guitarrista mostrou seu potencial como compositor acompanhado de um time de ótimos músicos formado pelo pianista Zé Manoel, o baixista Junior Areia, o Baterista Tom Rocha e a cantora Isadora Melo.

Quem ficou responsável por encerrar a noite do segundo dia de MIMO foi a banda francesa Nouvelle Vague, uma das atrações mais badaladas desta edição e a mais esperada da noite. O público lotou a Praça do Carmo para conferir a apresentação cheia de hits da música mundial. No repertório, canções como Dance With Me, Tu Veux ou Tu Veux Pas, Dancing With Myself, Love Will Tear Us Apart e Bizarre Love Triangle.

* Foto retirada da página do facebook da MIMO

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Cobertura do primeiro dia do Festival MIMO 2013

O Festival MIMO chega a sua décima edição com concertos, exibições de filmes e espaços educativos ocupando igrejas históricas, parques e praças das cidades de Olinda e Recife, sempre buscando a união entre a boa música, o cinema e a valorização do patrimônio histórico. A programação começou nesta quinta-feira (05) com as apresentações do pianista Nelson Freire (Brasil), Ibrahim Maalouf (Líbano/França) e a Electric Epic (França), que se apresentou sem o saxofonista Guillaume Perret, que sofreu um acidente em paris e precisou fazer um procedimento cirúrgico na mão. Ontem teve também as exibições dos filmes Siba – Nos Balés da Tormenta, Tropicália e Pernamcubanos – O caribe que nos Une.

O Trio da Eletric Epic, formado pelos músicos Philippe Bussonet (baixo), Jim Grandcamp (guitarra) e Yoann Serra (Bateria e sampler), tiveram que se redobrar para suprir a ausência de Guillaume. Cheios de vontade, os músicos levantaram o público presente na Praça do Carmo com uma sonoridade que transita pelo rock progressivo, jazz, funk e metal.

O destaque do primeiro dia de festival foi o trompetista Ibrahim Maalouf (foto), que segurou o público na Praça do Carmo e que resistiu a forte chuva que caiu durante a troca de palco dos músicos e a hora (00h30) um pouco avançada para um show em plena quinta-feira. Acompanhado por grandes músicos, Ibrahim encerrou a noite de boa música com o seu jazz contemporâneo instrumental que une a música clássica e árabe tradicional com o rock, electro, pop e o soul. Os resistentes que ficaram para assistir a apresentação do trompetista com certeza não se decepcionariam.

* Foto retirada da página do facebook da MIMO

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Cobertura MIMO 2012

Ocupando igrejas históricas, parques e praças de Olinda, Recife e João Pessoa, a MIMO – Mostra Internacional de Música de Olinda- chega a sua 9º edição. A maratona nas cidades, que aconteceu entre os dias 03 e 09 de setembro, contou com a realização de 21 concertos e 25 filmes, além da Etapa Educativa. Sempre buscando a união entre a boa música, o cinema e a valorização do patrimônio histórico, nesta edição a MIMO prestou uma homenagem à cidade-mãe do festival, Olinda, que comemora 30 anos de tombamento como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco.

Entre os concertos favoritos do público, estavam o de Arnaldo Baptista, Chucho Valdés (Cuba), Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz e o lançamento do novo disco da Orquestra Contemporânea de Olinda. Entre os filmes, Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now!”, “DiMelo - O Imorrível “ , “Tom Zé em A Lavagem das Calcinhas Voadoras” e “Siba - Nos BalésdaTormenta”.
O público lotou o Teatro de Santa Isabel (Recife), na sexta, para assistir à apresentação de Arnaldo Baptista, um dos líderes d' Os Mutantes ao lado de Rita Lee e o do seu irmão Sérgio Dias. No palco, Arnaldo apresentou o seu novo show “Sarau o Benedito?”, cantando e tocando ao piano. Interagiu bastante com a plateia e ainda brincou com clássicos da música nacional e mundial, aproveitando a deixa nos tons de suas canções. A apresentação só aumentou a minha expectativa para ouvir o resultado do seu próximo disco com a produção de Fernando Catatau. 
Um dos bons momentos da MIMO 2012 foi a apresentação do pianista Chucho Valdés, que mesmo sem contar com a participação de Egberto Gismonti, cancelado de última hora, foi bastante aplaudido pelo público que lotou a Igreja da Sé (Olinda), no sábado. Acompanhado por excelentes músicos, o cubano justificou por que foi um dos concertos mais procurados.
Outro destaque deste ano foi o lançamento do disco “Pra Ficar”, da Orquestra Contemporânea de Olinda. No palco da Praça do Carmo (Olinda), no sábado, os olindenses executaram os ótimos arranjos do novo CD e mostraram um entrosamento que só faz crescer. As canções do novo trabalho da Big Band ficaram ainda melhores ao vivo. O show ainda contou com as participações da cantora Isadora Melo, do percussionista Lucas dos Prazeres e do guitarrista e também produtor do disco da Orquestra, Arto Lindsay.
No domingo, para encerrar a 9º edição da MIMO, dois ótimos concertos foram escalados. As atividades nas igrejas foram encerradas com o multi-instrumentista Arismar do Espírito Santo, lançando o seu novo CD “Alegria nos dedos”. Acompanhado pela dupla Léa Freire, na flauta, e Serginho Coelho, no Trombone, Arismar executou para o público presente no Seminário de Olinda temas de gêneros musicais como samba, jazz, xote, valsa e choro-canção.
 A última atração da MIMO 2012 foi Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz. Com uma sonoridade bem envolvente e tendo como base a percussão de matriz africana sob a influência do jazz moderno, os músicos colocaram “fogo”na Praça do Carmo. A Mostra Internacional de Música de Olinda terminou em ritmo de festa. Agora, é só esperar o próximo ano, quando a MIMO completará 10 anos.

domingo, 6 de maio de 2012

Zé Manoel encanta e (se) emociona

De Petrolina para o mundo, com seu jeito tímido, mas com muita simpatia e olhos e sorrisos sinceros, Zé Manoel celebra o lançamento do seu primeiro CD, cercado de fãs e amigos que conquistou ao longo da sua história. Zé encantou, emocionou e se emocionou durante a sua excelente apresentação para um teatro lotado.
O espetáculo contou com canções como "Samba Tem", "Dizem", "Deixar Partir", "Valsa da Ilusão", "Acabou-se Assim" e "Acorda Flor", presentes no disco. Além disso, ainda sobrou espaço para as ótimas versões das músicas "Quem vem pra beira do mar", de Dorival Caymmi, a muito bem arrajanda e cantada em inglês, "Sabiá", de Luiz Gonzaga, e "Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme", de Reginaldo Rossi. Para festejar, Zé Manoel contou ainda com as participações especiais dos amigos Vinícius Sarmento, Carol Costa, Soraia Bandeira e Mavi Pugliesi.
Entre prosódias e melodias, Zé Manoel toca a alma e o coração com a sua sonoridade sincera.
Com essa apresentação no célebre Teatro de Santa Isabel, Zé comprova que ainda tem muito para brilhar. Parabéns, Zé.

* Foto:  Eline Santos

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Cobertura Abril Pro Rock 2012


Sexta 20/04

Abril Pro Rock comemora 20 anos dividindo as atenções com os shows de peso de Chico Buarque e Paul McCartney. E o APR até que se saiu bem. Na primeira noite de festival, cerca de 15 mil pessoas foram ao Chevrolet Hall para assistir ao show do Los Hermanos, escalada para encerrar a as comemorações da sexta-feira.

 A noite contou ainda com três atrações de abertura: a banda Somato, vencedora do concurso Bis Pro Rock, o pernambucano Tibério Azul, que soube aproveitar muito bem o espaço e apresentou o seu trabalho solo para o público dos Los Hermanos, e A Banda Mais Bonita da Cidade, que não justificou em nenhum momento a escalação para a festa de 20 anos do APR. Apresentação fraquíssima.

 A noite era mesmo dos Hermanos. Em mais uma “volta” dos cariocas para realizar uma série de shows em algumas cidades do Brasil, a apresentação em Pernambuco não poderia ter lugar mais apropriado do que o Abril Pro Rock. A banda comemora 15anos e o festival ostenta o título de ser um dos principais eventos que projetou o Los Hermanos para o cenário nacional, além de contar com um relacionamento bem íntimo em suas histórias. Mas, de lá pra cá, muita coisa mudou. A indústria fonográfica não é mais a mesma, o APR não é mais o mesmo e o público dos Los Hermanos também não é mais o mesmo. Muita gente estava ali assistindo pela primeira vez a um show dos cariocas. E parece que tanto o público novato quanto os veteranos saíram felizes.

No palco, o grupo relembrou sucessos dos quatros discos e ainda apresentou algumas músicas novas, para aumentar a esperança de uma possível volta definitiva e a gravação do 5º álbum. Com um pouco mais de entrosamento do que no último show por aqui, mais ainda longe dos tempos áureos dos Los Hermanos, os músicos encerraram a primeira noite em clima de celebração.

 Sábado 21/04

 “Eu não sou dois, sou um só, não posso ta lá e cá”. Em virtude da realização da cobertura do show de Paul McCartney, não consegui cobrir o APR no sábado.

 Domingo 22/04

                                                 

 Diferente da sexta-feira, o domingo não arrastou multidões, mas as atrações foram de alto nível. O pequeno público que marcou presença no Chevrolet Hall no último dia das comemorações dos 20 anos do Abril Pro Rock foi presenteado com as ótimas apresentações de Ska Maria Pastora, Mundo Livre S/A, Antibalas e Otto.

A Ska Maria Pastora aproveitou a ocasião e lançou no palco do Abril Pro Rock o CD “As Margens do Rio Doce”. A musicalidade instrumental que mistura frevo e ska da banda olindense embalou o último dia de comemorações dos 20 anos.

 Outra apresentação que levantou o público na noite de domingo foi a da Mundo Livre S/A, banda que tocou na primeira edição do festival, há 20 anos. No repertório, sucessos como Meu Esquema e Computadores Fazem Arte, além de canções do disco novo, “Novas Lendas da Etnia Toshi Babaa”, como “Ela é Indie” e “O Velho James Browse Já Dizia”.  Pena que a apresentação foi curta.

 A americana Antibalas era uma das atrações mais esperadas da noite de domingo e não decepcionou. Animou o público com os bons arranjos do ritmo africano afrobeat executados ao vivo.

Em seguinda, foi a vez de Otto, que, acompanhado da sua excelente banda, fez uma apresentação digna de comemoração de 20 anos. E foi nesse clima que o músico pernambucano contou com a participação dos amigos Gilmar Bola 8, da NaçãoZumbi, e Ortinho, ex- Querosene Jacaré.
A banda responsável por encerrar as comemorações foi a portuguesa Buraka Som Sistema, com o ritmo Kuduro. A noite contou ainda com as apresentações de  Bande Dessinée, Leo Cavalcanti e Nada Surf.
Vida longa ao Abril Pro Rock!

domingo, 22 de abril de 2012

Cobertura: Paul Mccartney no Recife


                   
O show do ex-beatle Paul Mccartney mostra o potencial do Recife para receber grandiosos eventos. A expecativa de assistir ao primeiro show de Paul no Norte e Nordeste do Brasil era muito grande e arrastou desde muito cedo uma multidão, vinda de vários cantos do país. Bom para o turismo, economia, cultura, população, enfim, bom para todo mundo.
Lá dentro, o Estádio José do Rego Maciel, conhecido como Estádio do Arruda, tava bonito de se ver: público à flor da pele para assistir ao mito do rock mundial. E, com o passar das horas, a expectativa só aumentava.
Quase pontualmente, Paul Mcarteney entra em cena para realizar um sonho que parecia impossível para muita gente. Agora era pra valer, Paul estava ali, no "Mundão do Arruda", para uma apresentação de 3 horas seguidas, sem perder o fôlego.
No setlist, músicas que marcaram a trajetória do músico com os Beatles e com sua carreira solo, como" Magical Mistery", "All my Loving", "Let it Be", "Get Back", "Blackbird", "Something", "Hey jude" e "Yesterday". A cada canção, apresentava todo o seu gás de roqueiro e multi-instrumentista. No palco, Paul mostrou a sua simpatia, fez questão de falar várias vezes em português e ainda mandou, algumas vezes, um "Povo arretado". Em um de seus dois bis, o músico voltou com a bandeira de Pernambuco em punho, para orgulho dos pernambucanos - já que nos outros lugares Paul costuma entrar com a bandeira nacional.
Um show emocionante que ficará para sempre na história do estado e do país.
 
    
* A foto, eu peguei no Facebook. Se alguém souber o autor, é só avisar no comentário.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Chico emociona público na primeira noite de apresentações no Recife

Ansiedade. Essa é a palavra que define o público antes de Chico Buarque subir aos palcos pernambucanos. Afinal, foram 5 anos de espera. A última apresentação do músico por aqui foi em 2007, também em abril, com a turnê do disco "Carioca".
Na noite desta quinta-feira (19),  teve início, noTeatro Guararapes, a série de apresentações do seu novo àlbum,"Chico", lançado no ano passado. A maratona de show vai até domingo (22).
   Quando o músico foi anunciado, a emoção tomou conta do teatro lotado. Chico, acompanhado da sua excelente banda, mostrou por que ainda é um grande ícone da música brasileira na atualidade e leva ao êxtase uma plateia formada por pessoas de todas as idades.  No repertório, o carioca apresentou músicas do seu novo disco, como “Tipo um Baião”, “Nina”, "Sou eu” e "Tereza da praia" - essas duas últimas renderam um ótimo dueto com o baterista Wilson das Neves. Além disso, claro que teve lugar para os clássicos “O Meu Amor”, “Geni e o Zepelim”,"Teresinha" e "Cálice" (com versão de Criolo). Suas prosódias em perfeita harmonia encantam o público e lavam a alma.
O show de Chico Buarque é daqueles que você não se importa de pagar o preço que for e fica até querendo assistir aos outros dias de apresentação. Só sei que todo o Teatro Guararapes aplaudiu o cantor de pé quando o espetáculo chegou ao fim. Claro que muita gente já está esperando pela sua volta.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Cobertura do 3º dia de Festival Rebeat 2012


Segunda de carnaval, dia do Amantes de Glória desfilar nas ruas do Recife Antigo. Claro que fui puxar a fitinha do bolo de 15 anos de gamelagem e acabei perdendo a primeira atração do Recbeat, o grupo percussivo Rumbanda.
Já com um bom público presente, formado por fãs de Pitty (esperando Agridoce) e por curiosos, a segunda atração a subir ao palco do festival foi a suiça Oy, apresentando sua musicalidade eletrônica tranquila e boa aos ouvidos, o que pareceu agradar boa parte da plateia.

A fama da cantora Pitty levou uma multidão de fãs para conferir o seu projeto Agridoce , em parceria com outro integrante de sua banda, Martin. Com muita devoção, euforia e até bolas de festas, os fãs cantaram todas as músicas aos berros. A gritaria era tanta que dificultou o entendimento das músicas, executadas de forma mais acústica.
A consagração do artista. José Paes de Lira, Lirinha, voltou mais uma vez ao estado para mostrar "Lira", o seu trabalho solo lançado no ano passado. Com o público renovado e lotando o cais da Alfândega, Lirinha fez um apresentação de emocionar - performático como a gente sempre espera que ele seja - e se consagra como um dos grandes artistas da nova música brasileira. No repertório, teve lugar até para as canções “Morte Vida Stanley”, "Pedrinha" e “A Matadeira”, relembrando os tempos do Cordel do Fogo Encantado, momento que levou os fieis fãs da banda ao delírio.
 A paulistana Bixiga 70, que lançou um dos melhores discos do ano passado, foi escalada para encerrar a noite da segunda de carnaval . Ao vivo, suas músicas ficam ainda melhores. A sonoridade instrumental de ótima qualidade, misturando afrobeat, jazz, funk e outros ritmos dançantes, levantou o público do Recbeat e só não dançou quem já morreu. Os 10 músicos da Bixiga fizeram uma apresentação digna de encerramento, duvido que alguém não tenha gostado do show.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Cobertura do 2º dia de Festival Recbeat 2012


Domingo de Carnaval de pouca chuva e ótimas apresentações no Recbeat.
Esse ano, consegui chegar um pouco mais cedo e pegar o final do bloco mais bem humorado do Carnaval pernambucano, o Quanta Ladeira, que comemora seus 15 anos de existência. Como sempre, o bloco carnavalesco levou uma multidão para a frente do Recbeat e divertiu todo mundo com suas sátiras inteligentes.
Em seguida, a banda instrumental Embuás apresentou sua sonoridade instrumental e cheia de experiências sonoras a um público que já era bem quantitativo, devido à apresentação do Quanta. Eu estava curioso para assistir ao show da banda em pleno carnaval e a “orquestra” formada por ótimos músicos atendeu muito bem as minhas expectativas. No palco, o grupo deixou os presentes de queixo caído com seus arranjos experimentais.
Depois dos pernambucanos, quem subiu ao palco foi o DJ carioca Sany Pitbull, levantando o público do Recbeat com clássicos das batidas de funk, além de canções da música pop internacional, adaptadas ao ritmo carioca. O show contou ainda com a participação do rapper pernambucano Zé Brown.
Para presentear os amantes da música eletrônica, o Recbeat escalou Silver Apples, pioneiro no uso de osciladores de frequência em palcos de musica pop. Com a sua aparelhagem, o americano agitou a multidão e colocou todo mundo para dançar ao som de sua música.
O show mais esperado da noite era sem dúvida o do mito da música Black brasileira, Tony Tornado (foto). Dificilmente alguém saiu decepcionado. Tony Tornado, acompanhado de uma ótima banda, apresentou um show cheio de energia e fez o público balançar com o seu swing. No repertório, Tornado mandou clássicos como “Podes crer, amizade” e “BR-3”, além de homenagear com muita autoridade o seu amigo e também mito da música brasileira, Tim Maia. Era notável a satisfação de Tony e de sua banda em tocar para tanta gente em pleno carnaval pernambucano. Simpatia de sobra.
Quem ficou responsável para finalizar as atividades do segundo dia de folia de momo foi a atração colombiana Systema Solar. Para mim, só mais um grupo que vem ao festival misturando ritmos da música latina com batidas eletrônicas. A proposta pode até ser boa, mas a apresentação acabou caindo na mesmice.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Cobertura do 1º dia de Festival Recbeat 2012

O sábado de Zé Pereira, dia do Galo da Madrugada, passou foi de muita chuva, mas, durante a noite, São Pedro deu uma trégua. Com os contratempos do Carnaval, não deu tempo de conferir a primeira atração da 17º edição do Festival Recbeat, Stank, projeto de DJ Dolores e Yuri Queiroga.

Mas ainda peguei parte do show de Tibério Azul e gostei do pouco que vi do seu novo trabalho, " Bandarra - ou o caminho que vai dar no sol", lançado ano passado. No repertório, teve até espaço para  "Dinheiro", canção da sua ex-banda, Mula Manca e a Fabulosa Figura. Quando o músico pernambucano se apresentou, um bom público já marcava presença no Recbeat.
Depois do sucesso de Gaby Amarantos em 2010, o Recbeat escalou para este ano uma outra atração de tecnobrega do Pará, a Gang do Eletro. Mais uma vez  festival contribui para a tão conhecida multiculturalidade do carnaval pernambucano. O grupo envolveu quem gosta do gênero musical e fez o público swingar bastante.
Siba (foto) sobe aos palcos recifenses pela segunda vez com o seu excelente disco "Avante", lançado no início do ano. A estreia aconteceu dia 28 de janeiro, na rua da Moeda. No Recbeat, o músico mostrou mais uma vez aos pernambucanos toda a sua força e o seu poder de criação e reinvenção, marcas presentes no novo trabalho. No repertório escolhido para animar  a noite de carnaval, canções como "Avante", "A Bagaceira", "Ariana", "Brisa" e "Preparando o salto". Para mim, o melhor show da noite.
Para encerrar a folia do sábado de Carnaval, foi escalado o espanhol El Guincho, uma das atrações mais esperadas da noite. Com uma musicalidade que mistura referências do afrobeat, ritmos latinos e eletrorock, El Guincho não deixou ninguém parado e colocou o público para dançar.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Final de semana com shows de orgulhar a música pernambucana


Junio Barreto, Karina Buhr e Siba lançaram seus excelentes discos na terrinha. Dos três, consegui assistir às apresentações de Junio Barreto, na sexta-feira, no Clube Atlântico de Olinda, e Siba, no sábado, na Rua da Moeda. Pelo que li e ouvi falar sobre o show de Karina Buhr também não deixou a desejar.

   
Junio Barreto tocou na prévia do bloco carnavalesco “Hoje a Mangueira Entra” e mostrou o forte potencial de “Setembro”, disco lançado em 2011 e recheado de belíssimas composições. A apresentação contou com a participação de Deco do Trombone (Ska Maria Pastora), Lula Queiroga e Otto.




 

Siba lançou o “Avante” na Rua da Moeda. Confesso que estava muito curioso para conferir o seu trabalho ao vivo. No palco, o músico, em nova fase, mostrou todo o seu poder de criação e reinvenção, executando as canções de sua obra-prima recém saída do forno. Siba provou ao vivo porque vem sendo apontado como um dos grandes artistas da música brasileira. Não resisti e comprei o CD de Avante e já resgatei meu discman. Quem perdeu o show de Siba vai poder conferir no sábado de carnaval (18) no palco do Festival Recbeat.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Cobertura: Lirinha e Eddie no Mercado Eufrásio Barbosa


Lirinha e Eddie abriram o verão carnavalesco pernambucano. Ontem, no Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda, as atrações lançaram seus discos “Lira” e “Veraneio”, respectivamente, e mostraram que são ainda mais fortes e melhores ao vivo. A noite ainda contou com as discotecagens dos DJ’s Naguê e 440.

A primeira atração da noite foi Lirinha, que veio ao Estado pela primeira vez com seu novo trabalho solo e mostrou para os pernambucanos o seu potencial artístico amadurecido e mais pop. Se suas novas canções já funcionavam muito bem no álbum em estúdio, ganham muito mais fôlego ao vivo, por contar com toda a sua capacidade de atuação e performance, ainda mais quando se está acompanhado de uma ótima banda. No repertório, músicas como “Ah, se não fosse o amor”, “Noite Fria”, “Valete”, “Ducontra”, “Ela vai dançar”, "Lágrimas Pretas” e “Os Oim do Meu Amor”, “Morte Vida Stanley” e “A Matadeira”, clássicos do Cordel do Fogo Encantado tocados com outra roupagem, adaptada ao seu novo momento.

E, para abrir de vez a temporada de “verão carnavalesco pernambucano”, nada melhor do que o tradicional show da Banda Eddie no Eufrásio, que já virou um ponto turístico certo do “veraneio” do Estado. Na turnê do novo disco, os olindenses vêm com todas as manhas do famoso Original Olinda Style, presente nos álbuns anteriores, e acertam em cheio na escolha do repertório, fazendo da apresentação um momento de alegria e empolgação, sem perder a qualidade e a originalidade de sempre. Agora, mais do que nunca, já é carnaval no verão pernambucano.

domingo, 16 de outubro de 2011

Cobertura do Festival No Ar Coquetel Molotov 2011

                                        Foto: Caroline Bittencourt

A Virada Cultural rolando no mesmo final de semana, o show do The Fall cancelado e a responsabilidade de escalar uma atração de última hora, pequenos erros no som em algumas apresentações e a falta de estrutura do Centro de Convenções da UFPE para abrigar a multidão que foi assistir ao histórico show dos Racionais MC’s. Mesmo com alguns problemas, o Festival No Ar Coquetel Molotov aconteceu e o Recife viu bons momentos protagonizados em mais uma edição.

A primeira noite do Festival teve que disputar público com shows de bandas como Nação Zumbi e Orquestra Contemporânea de Olinda, que estavam na programação da Virada Cultural, por isso o Teatro da UFPE ficou um pouco vazio. Na plateia, havia o público fiel ao festival, curiosos e fãs do músico Lobão, que entrou na programação para substituir o grupo inglês The Fall.
Quem abriu os trabalhos no Teatro da UFPE foi Maquinado, projeto solo de Lúcio Maia, da Nação Zumbi. A apresentação foi animada, com músicas dos seus dois primeiros discos, “Homem Binário” e “Mundialmente Anônimo – O Magnético Sangramento da Existência”.  Senti falta de alguns instrumentos musicais presentes nas canções dos discos. O Maquinado já fez shows melhores por aqui.

Os gringos escalados para a primeira noite não fizeram feio. O quarteto americano Health apresentou seu pós-rock progressivo e barulhento, que chamou a atenção do público. E os britânicos da Guillemots também não fizeram diferente, animaram curiosos e fãs que se concentravam na frente do palco só para assisti-los.
Mas a última atração era sem dúvida a mais esperada da noite. Mesmo sendo escalado de última hora, o polêmico Lobão deixou os fãs extasiados com a apresentação do show ‘Tratorização Absoluta’. A expectativa do público era grande para conferir o show do músico, já que em abril Lobão teve seu show no Recife cancelado por conta de um temporal que caiu na Concha Acústica da UFPE (local marcado para apresentação). Com um repertório que passou por músicas do último trabalho e sucessos conhecidos do grande público, como ‘Me chama’, ‘A vida é doce’ e ‘Vida louca vida’, Lobão não decepcionou.
No segundo dia de festival, tratei de chegar mais cedo para conferir os shows da Sala Cine e valeu muito a pena. Rolou muita coisa boa por lá. Destaques para as boas apresentações das bandas pernambucanas Rua e Trio Eterno. A Rua apresentou sua boa sonoridade, presente nas canções do disco lançado esse ano ‘Do Absurdo’. E o Trio Eterno, projeto musical de Felipe S., da Mombojó, e do guitarrista pernambucano André Édipo, com arranjos e riffs muito bem trabalhados fez sua estreia nos palcos do Coquetel Molotov.  Quem fez um show muito bacana também foi a banda Copacabana Club, que animou o público com sua música dançante.
Quem encerrou dignamente a programação da Sala Cine foi a cantora francesa Hindi Zahra, que fez valer todo o hype em cima de sua apresentação e fez um dos melhores shows da história do festival. Posso dizer que foi o melhor show desta edição, pelo menos pra mim. Uma pena não ter sido visto por mais gente. Se fosse no Teatro e um pouco mais tarde, ganharia muito mais força.
No Teatro, quem abriu as atividades foi o pau­lis­tano Rômulo Fróes, apresentando o ótimo álbum recém-lançado ‘Um Labirinto Em Cada Pé’ e mostrou ao vivo por que vem recebendo tantos elogios da crítica musical.
Antes da principal atração da noite, ainda rolaram shows dos ame­ri­ca­nos do Sea And The Cake, apresentando o disco ‘Moonlight Butterfly’, e o pernambucano China, lançando o show do disco novo ‘Moto Contínuo’.
Para a última atração da noite, Racionais MC’s, faltou um pouco de planejamento por parte da produção para receber a multidão que foi assistir à apresentação do grupo.  Os fãs ansioso­s, que­rendo entrar de uma só vez quando o show come­çou, acabaram quebrando parte da porta de vidro que dá acesso ao teatro. Episódio que poderia ser evitado com um pouquinho mais de organização.
Incidentes à parte, o grupo liderado por Mano Brown encerrou a 8º edição do No Ar Coquetel Molotov com um show histórico. Racionais MC’s interagiu, empolgou e fez o público cantar junto todas as letras marcantes e impor­tan­tes para o rap naci­o­nal. O festival provou que Recife tem um público forte para o rap e que precisa ter mais eventos do gênero na cidade. 

Texto: Tarcísio Camêlo

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Cobertura da MIMO 2011





Foto: Renato Spencer/Santo Lima

Em mais um ano, a MIMO - Mostra Internacional de Música de Olinda - movimentou as ruas, praças e igrejas olindenses, além de Recife e João Pessoa, com concertos de altíssima qualidade. A mostra a cada ano se consolida como um dos mais valiosos eventos culturais do Brasil, por buscar a união entre a boa música, o cinema e a valorização do patrimônio histórico.
A programação da 8º edição da MIMO contou com 26 concertos que lotaram as igrejas e as praças de Olinda. As apresentações de Ballaké Sissoko & Vincent Segal (Mali/França), Gotan Project (França/Argentina), Egberto Gismonti, Philip Glass & Tim Fain (EUA), Alex Tassel e Arthur Verocai foram as mais procuradas pelo público e fizeram valer o favoritismo.

Os músicos Ballaké Sissoko & Vincent Segal mostraram os seus virtuosismo em harmonias encantadoras. Os solos do concerto ficaram a cargo de Sissoko, com o seu instrumento Kora, que produz um som semelhante ao da harpa. Um concerto muito aplaudido pelo público e muito bonito de se assistir.

Gotan Project colocou 15 mil pessoas na Praça do Carmo para dançar ao som da mistura de tango argentino com a música eletrônica. O eletrotango, com toda a sua musicalidade sensual e envolvente, conseguiu envolver a multidão que foi à Praça só para assisti-los.

O multi-instrumentista Egberto Gismonti, acompanhado do seu filho Alexandre Gismonti, realizou um concerto lindíssimo, lotando a Igreja e o pátio externo do Seminário de Olinda. A apresentação contou ainda com as participações especiais da violinista Ana de Oliveira e dos músicos André Mehamari e Hamilton de Holanda.

Um dos concertos mais esperados era o do consagrado pianista Philip Glass, apresentando o jovem violinista californiano Tim Fain. Os dois fizeram uma das apresentações mais bonitas da MIMO 2011 e não faltaram merecidos aplausos durante o concerto.

Entre as atrações que não foram tão badaladas mas fizeram apresentações excelentes e dignas de destaque  estão o Projeto Coisa Fina, Azymuth, Pagode Jazz Sardinha’s Club e Trio 3-63.

O Projeto Coisa Fina fez um concerto finíssimo, transformando obras do pernambucano Moacir Santos, com direito a solos de todos os instrumentistas da Big Band. Uma das melhores apresentações da MIMO.

O trio Azymuth formado, por Ivan Conti, Alex Malheiros e José Roberto Bertrami, mostrou todo o entrosamento de 40 anos em uma sonoridade que une o soul, o jazz, o rock e o samba com arranjos sofisticados e ótimas improvisações.

O Pagode Jazz Sardinha’s Club animou o último show do Seminário de Olinda com muito swing e arranjos muito bem executados, com uma musicalidade que passa pelo jazz, samba, choro e funk, tudo executado com muita alegria. A ótima apresentação deixou os músicos e o público com o sorriso aberto de felicidade.

Quem ficou responsável para encerrar a 8º edição da MIMO foi o duo André Mehmari, no piano, e Hamilton de Holanda, no bandolim. Na ocasião, os músicos mostraram todo o seu virtuosismo, apresentando canções do CD instrumental “Gismontipascoal – a música de Egberto e Hermeto”. Mehmari e Holanda reinterpretaram canções dos mestres da música brasileira de forma emocionante. 
Mais um ano, a MIMO encerra e deixa o gostinho de quero mais.


domingo, 7 de agosto de 2011

Cobertura do Tangolomango com Curumin, Mundo Livre e Berlinda

A escalação das bandas da 17º edição do Baile Tangolomango já anunciava que essa seria uma dos melhores de toda a sua trajetória. No palco, Academia da Berlinda, Mundo Livre S/A e Curumin só confirmaram essa teoria, com uma ajuda do público, que lotou o novo espaço para shows em Recife, o Galpão 445 (próximo à Prefeitura do Recife, no Recife Antigo). Para abrilhantar ainda mais a noite, o DJ 440 estava inspirado e separou um ótimo set list para animar a festa.


A primeira atração da noite foi a banda Academia da Berlinda, que colocou o público para bailar ao som das músicas dos seus dois discos, como sempre costuma fazer nos bailes recifenses e olindenses. Em seguida, veio a Mundo Livre S/A, que embalou a apresentação com clássicos do Manguebeat, além de apresentar algumas canções novas que estarão no próximo disco.

Mas a atração mais esperada da noite era mesmo a paulista Curumin e The Aipins, com o show do disco “Japan Pop Show”, lançado em 2008. Os músicos já tinham até passado pelo Recife com esse disco durante o Porto Musical de 2009, mas a apresentação foi mais curta e tinha pouca gente assistindo. Dessa vez foi diferente. O público marcou presença e cantou as músicas do repertório, formado por canções dos seus dois discos, “Achados e Perdidos” e “Japan Pop Show”. Valeu muito a pena para quem esperou tanto por Curumin em terras recifenses. Tomara que, a partir de agora, ele não demore tanto assim para voltar.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Cobertura do Abril Pro Rock 2011

Este ano a produção do Abril Pro Rock acertou em cheio na escalação das bandas. Tanto na sexta como no domingo o público pode conferir ótimas apresentações, dignas da história do Festival.
A primeira noite do APR 2011 foi marcada pelos timbres, acordes e distorções com um peso de mais de “uma tonelada.” Cerca de 5 mil pessoas marcaram presença no primeiro dia da 19º edição e conferiram as 8 atrações escaladas para noite sem ter tempo nem para respirar.
Duas bandas que na noite de sexta subiram no palco e mostraram toda sua força e destruíram nas apresentações foram a Violator (DF) e a Torture Squad (SP). Juntas, resgataram a fúria do trhash metal e levantaram o público do Abril.
A banda Música Diablo (SP), que tem Derrick Green do Sepultura nos vocais, não chegou a surpreender na apresentação, mas manteve a energia metaleira da noite. A noite contou ainda com os shows das bandas Cangaço e Desalma, de Pernambuco, e Facada, do Ceará.
As bandas americanas D.R.I. e The Misfits mostraram todo seu poderio aos pernambucanos, com acordes de tirar o fôlego. A primeira fez uma apresentação vibrante e colocou o público para polgar até o final. Na última música, o baixista ainda desceu para tocá-la no meio da plateia. Quem ficou responsável por encerrar a noite foi o peso da banda Misfits. Uma sexta-feira onde muita gente saiu cansada, mas satisfeita.
  
A programação do domingo também não ficou muita pra trás. Contou com uma série de atrações de alguns dos melhores artistas da cena nacional. Tulipa Ruiz, Karina Buhr, Arnaldo Antunes (foto) e Eddie mostraram no palco o porquê de estarem sendo tão aclamados atualmente pela crítica e pelo público. A noite contou ainda com os shows das bandas Feiticeiro Julião (vencedora do Bis Pro Rock) e Mamelungos, de Pernambuco, e Holger, de São Paulo.
Entre as internacionais da noite, estavam Chicha Livre, dos Estados Unidos, que colocou o público para dançar o ritmo peruano Chicha. E The Skatalites, grupo jamaicano considerado o pai do ska, que fechou em grande estilo a série de excelentes apresentações dignas de um festival prestes a completar 20 anos no ano que vem.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Cobertura - Iron Maiden no Recife


Domingo, 03 de Abril de 2011, área externa do Centro Convenções de Pernambuco, Olinda. Dia do segundo show do Iron Maiden em terras pernambucanas; dessa vez, para apresentar o show da turnê mundial “The Final Frontier”.  A banda inglesa volta ao Estado depois de sua passagem em 2009. O lugar e a cidade podem até ser outro, mas a empolgação de assistir ao show dos ingleses pela segunda vez, para alguns, e pela primeira vez, para outros, era a mesma. 14 mil pessoas foram presenciar a segunda passagem dos metaleiros por aqui.
A abertura da noite ficou por conta da Terra Prima, que representou muito bem o heavy metal pernambucano. O grupo encarou a apresentação como o show de suas vidas e deu o seu máximo em cima do palco.
Pontualmente, às oito horas da noite, os ingleses do Iron Maiden subiram ao palco e deram início a um verdadeiro espetáculo de performance, cenário e heavy metal. Entre as músicas mais cantadas, estavam as clássicas The evil that men do, Fear of the dark, The number of the beast, Hallowed be thy name e Running free. Na platéia, pais e filhos roqueiros, gente de todos os cantos do Brasil, curtiram até os últimos acordes da banda. No fim, todo mundo feliz e sorridente, só esperando quando será a próxima vez que o avião, pilotado por Bruce Dickinson, aterissará novamente em Pernambuco.

sábado, 16 de outubro de 2010

Cobertura - Los Hermanos no Recife



“Recife é inacreditável”, disse Marcelo Camelo, logo no início do show. Uma multidão lotou o Centro de Convenções de Pernambuco nesta sexta (15) para assistir “à volta” dos Los Hermanos, se é que pode se considerar uma volta. Inacreditável mesmo é a força que a banda tem de conseguir manter seu público fiel, e de renová-lo, mesmo sem apresentar novidade há um bom tempo. 
Cerca de 17 mil pessoas compareceram ao evento Bis Apresenta Los Hermanos e, afinadíssimas, cantaram junto com o grupo todas as canções em uníssono; coisa que nem os problemas técnicos conseguiram atrapalhar. Houve momentos em que o som parou no meio da música, mas o público continuava cantando, como se nada tivesse acontecido.
                                           17 mil vozes cantam junto com Los Hermanos

O Los Hermanos provou que o romance com o Recife ainda continua forte e só faz crescer. A separação só fez aumentar a vontade de querer vê-los.  O “amor” é recíproco. Performáticos, como sempre, era clara a satisfação dos integrantes em tocar para os recifenses. De lá de cima (o agradável e disputado camarote do Espaço Bis), foi bonito de ver o Centro de Convenções lotado, como eu nunca tinha visto antes, e o público interagindo a todo o momento. O amor é compreensível. Se os hermanos estavam longe da sua melhor fase por ficarem tanto tempo fora dos palcos, os fãs entenderam a situação e ajudaram carinhosamente a tornar esse momento especial para ambos os lados. No repertório, canções como O Vencedor, Último Romance, Pierrot (com direito ao frevo “Vassourinhas” na introdução), Paquetá e A Flor – esta última, responsável pela catarse da noite.
O lugar escolhido para matar a saudade não poderia ser melhor, já que foi no Centro de Convenções que o grupo fez sua primeira apresentação na cidade e teve o seu primeiro grande show, durante o Abril Pro Rock de 99, onde tocaram ainda no palco pequeno. Definitivamente, Recife faz parte da trajetória da banda.
Uma coisa é certa, a grande maioria que estava lá não foi assistir ao lançamento do “5” e nem achava que iria encontrar uma apresentação surpreendente. O sentimento, antes de qualquer coisa, era de saudade e vontade de (re) vê-los, não de racionalizar e julgar a apresentação. E a noite de ontem correspondeu à expectativa desses fãs fiéis, saudosos e renovados.

Por: Tarcísio Camêlo
Fotos: Flickr Bis e Los Hermanos